sexta-feira, 25 de março de 2011

Medo.

Medrosa assumida e orgulhosa, daquelas que se perguntam: "tá com medo?", com toda a certeza já respondo: "eu, claro que não!".
Raras vezes esse "claro que não!" é verdade, porque desde cedo tive muito medo, desde tirar as rodinhas da minha Caloi Ceci, até encarar a primeira faculdade sem o tal consentimento dos meus pais.
Então há mais de 20 anos convivo com ele, meu bichano de estimação, que sempre quero matar ou manter numa caixa embaixo da cama.
Mas, nem sempre ele para por lá, as vezes pula em cima mim, as vezes aparece no meio de uma conversa e sempre gosta de brincar com as novidades que eu encaro.
Então ele está se deliciando, pulando e brincando muito há cada dia que eu acordo, pois há quase 2 semanas minha vida mudou completamente, mas sabe, dessa vez eu não vou falar que não tenho medo.
Porque tenho, já caí de bicicleta, já quis mudar de faculdade, já chorei no banheiro de emprego novo, já briguei com melhor amiga, já perdi namorado, enfim... Eu sei oque dói na vida, mas hoje, eu acho que sei como deixar o medo de fora, pelo menos do abraço que recebo toda a noite.

domingo, 20 de março de 2011

25.02.2011

Eu sou cética, uso maquiagem e faço dieta.
Tenho um pouco de medo, não coloco açucar em sucos e tomo chá de erva doce pra me curar.
Entre meu ceticismo e meu medo, vive a minha vontade e o meu folêgo.
Não sei se um dia vou ser feliz para o tal "sempre", mas sei muito bem o que tem me feito feliz e isso é o porquê tenho me deixado levar nesses ultimos dias, esquecido da maquiagem, não ligado para as dietas e nem to precisando de chá de erva doce pra curar nenhuma vida.
A cada dia, e tenho contado eles, o ritmo da minha vontade cresce e meu fôlego pra acreditar aumenta, e de repente me pego vivendo algo que achei que não existia.

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Faz alguns dias que esse texto foi escrito, ele tá assim meio sem fim, meio no meio.
Talvez são as primeiras palavras, ou palavras soltas...
Mas eu queria deixar ele aqui, no meio das rasuras.