terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre sacos azuis e poeira

Minha vida está em sacos azuis,
neles estão detalhes, partes, rascunhos, sobras.

Minha vida está numa garagem,
nela tem um pouco de vários e eu estou alí, meio jogada, com poeira.

A vida é assim, se separa da gente, ás vezes fica num lugar estranho,
parada, pegando poeira, no meio da lembranças de outras pessoas,
mas ela sempre volta para o lugar que deveria estar.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Intimidez

Eu sou tímida com intimidade,

Quando a luz acende eu fecho os olhos e tento esquecer,
o quão intimo é ter timidez compartilhada na cama.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sobre o passado no presente...

A fragilidade de uma mulher se encontra no passado.

Lembranças lindas e sinestésicas com um peso que os ombros
não aguentam.

Aquela frase, aquele cheiro, aquele beijo... 


Mas a maior dor é encontrar um bilhete do passado perdido em seu presente. 


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Diferente

Cristina esperava algo diferente do amor, queria mais que a mão, que o sorriso.
Ela queria o que tinha na paixão, na intensidade, o que ela queria tinha sangue.

rasura sobre Vicky Cristina Barcelona.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rascunho sobre o que é vida.

Eu não sou boa com palavras, mas tudo bem, também não sou boa com pessoas.
E como uma boa perfeccionista já tentei escrever isso aqui umas quatro milhões de vezes, e toda a vez volto para a página em branco me sentindo tão pequeninha perto dos seus bilhetes cuidadosos, das cartas e de toda uma vida que me ensina dia após dia o verdadeiro significado do amor, daquele que aparece pra poucos e eu que sou tão confusa com as palavras e pessoas nem merecia ter.
Mas eu aqui, acho que você deveria ler também, algumas coisas iguais as que você sempre escreve, fala e vive, talvez eu não repita as mesmas palavras doces, ou não fale tudo que você realmente deveria ouvir, mas eu quero só que você saiba que eu descobri o que é vida do seu lado e sei quão clichê e careta isso pode ser pra quem lê, ou pra quem vê, mas sei também que só você conhece esse "descobri o que é vida ao seu lado". É como ver um pôr do sol rosa, ouvir nossas musicas juntos, tomar Stella juntos e água com gás, cozinhar juntos, dormir...

Enfim, hoje depois de todos os dias que eu descobri a vida e eu não quero mais não viver.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mal amada.

Que mulher gosta desse adjetivo? 
Nem a mais moderna e bem sucedida, aquela que veste a ultima coleção da YSL,
e a bolsa mais desejada com um sapato de dar inveja,
e a pior ou melhor parte, nada conseguido pelo pai ou marido, 
mas tudo reflexo de uma vida profissional bem sucedida. 
Pois então, nem essas gostam do tal adjetivo que traz arrepios aos ouvidos, 
ou saem da nossa temida boca quando queremos desmerecer uma. 
Mas, hoje, cheguei a uma conclusão,
Não sei se sou ou não mal amada, ou bem amada. 
Alias assumir aqui, em público, ser "mal amada", 
seria desmerecer todo amor que vem de amigos, familia 
e dar mais assunto pra quem me chama assim, e com certeza não to afim de dar assunto para estes. 
Mas, não é assumindo ou negando nada, é só pensando sobre, 
acho que ser mal amada, é ter muita coisa pra buscar e uma delas ser o amor, 
o tão desejado e dificil, amor. 
Por isso, ser mal amada, 
é sentir mais fácil, a falta de amor, 
mas também a presença dele. 
É valorizar um sorriso, alguns minutos e a lagrima. 
Ser mal amada, talvez seja o sinonimo de saber amar, 
de valorizar e de viver intensamente a vida ou a falta dela.




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texto velho, do blog antigo: http://cotidianodela.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Medo.

Medrosa assumida e orgulhosa, daquelas que se perguntam: "tá com medo?", com toda a certeza já respondo: "eu, claro que não!".
Raras vezes esse "claro que não!" é verdade, porque desde cedo tive muito medo, desde tirar as rodinhas da minha Caloi Ceci, até encarar a primeira faculdade sem o tal consentimento dos meus pais.
Então há mais de 20 anos convivo com ele, meu bichano de estimação, que sempre quero matar ou manter numa caixa embaixo da cama.
Mas, nem sempre ele para por lá, as vezes pula em cima mim, as vezes aparece no meio de uma conversa e sempre gosta de brincar com as novidades que eu encaro.
Então ele está se deliciando, pulando e brincando muito há cada dia que eu acordo, pois há quase 2 semanas minha vida mudou completamente, mas sabe, dessa vez eu não vou falar que não tenho medo.
Porque tenho, já caí de bicicleta, já quis mudar de faculdade, já chorei no banheiro de emprego novo, já briguei com melhor amiga, já perdi namorado, enfim... Eu sei oque dói na vida, mas hoje, eu acho que sei como deixar o medo de fora, pelo menos do abraço que recebo toda a noite.